A primeira lição que aprendi sobre o luto é que ele é uma experiência personalizada: cada pessoa vive e reage a ele de um jeito. A segunda é que decidi passar por isso da mesma forma como faço com absolutamente tudo na minha vida: à luz das Escrituras.
Uma das coisas que mais ouço é que essa dor é para sempre, que nunca passa. Eu não acredito nisso, por mais que pareçaser verdade. Prefiro permanecer com o que a Bíblia diz: em Isaías 30.26 está escrito que o Senhor vem e cura a ferida do golpe que Ele mesmo deu — nenhuma dor precisa ser para sempre! Em Jeremias 17.14 lemos: “Cura-me, Senhor, e serei curado”; Ele não cura pela metade! Em Isaías 60.20 está escrito que os dias de luto chegarão ao fim.
Ainda não sei quando esse dia chegará aqui, mas sei que Ele já tem a data marcada no calendário do Céu. E, quando esse dia chegar, vou recebê-lo de coração aberto, deixar o luto partir e guardar comigo as muitas e profundas lições que tenho aprendido nesse processo.
O livro de Ester termina relatando o dia de Purim, definido no texto sagrado como o dia em que o luto se transformou em festa. Eu creio que esse dia ainda vai chegar. Até lá, assim como os judeus de Susã e de todo o império persa, sigo lutando, até que o luto se torne, um dia, em banquete.
Carrego comigo a mensagem desse dia: ainda que os decretos de morte sejam irrevogáveis, na mesma data em que deveriam se cumprir, Deus reverteu o cenário: “a tristeza virou alegria e o luto se transformou em festa” (Ester 9.22).
Eu não vou permanecer aqui para sempre e repito: o poder da morte não vai me segurar! Espero que alguém seja consolado com estas palavras, assim como eu sou, todos os dias, por esse Deus que nunca prometeu nos livrar da água e do fogo, mas prometeu passar conosco (Isaías 43.1-5).
Ele tem mantido o meu coração vivo! E os vivos, esses te louvam, como hoje eu faço (Isaías 38.19).